mais especificamente contra a razão européia
incita-nos a recuperar o ser não apenas enquanto ser que pensa
mas que sente e pensa
a partir do conjunto de nossas faculdades
o mundo não é real
o mundo é possível
e a compreensão e o entendimento não é produto tão somente da razão
a razão expressa muitas vezes
uma redução do conhecimento aos termos cognitivos
que caracterizam o entendimento (entediamento) analítico
derevo:
teatro onírico teatro físico teatro desalinhado
teatro mágico mítico crítico
teatro que faz da música uma língua
e faz da língua um riso
e faz do riso uma graça
e de mãos estendidas:
um convite para ser livre
para nos colocarmos perante a cenas/situações
como quem se vê diante do inédito
diante do desconhecido
a partir do que excede os limites conceituais...
o mundo é possível
e a compreensão e o entendimento não é produto tão somente da razão
a razão expressa muitas vezes
uma redução do conhecimento aos termos cognitivos
que caracterizam o entendimento (entediamento) analítico
derevo:
teatro onírico teatro físico teatro desalinhado
teatro mágico mítico crítico
teatro que faz da música uma língua
e faz da língua um riso
e faz do riso uma graça
e de mãos estendidas:
um convite para ser livre
para nos colocarmos perante a cenas/situações
como quem se vê diante do inédito
diante do desconhecido
a partir do que excede os limites conceituais...
nós não precisamos esgotar a relação
com o que nos é externo
nos conteúdos de uma explicação...
once é um presente!
obrigado theatre derevo!!!
por quebrar o prato
o pasto do mesmo e explicável real
por acender o cheiro animal
once é animal
é um zoológico de sensações primevas
de movimentos atávicos
de brinquedos gestuais
que
que desestruturam as lógicas e os planos de chumbo
sim!
anton adasinsky e o derevo dizem sim!
teatro é performance
e com esses maravilhosos russos
é possível
o que não existe interessa
interessa no sentido de integrar à existência
silenciadas histórias
da cena privada
da cena da rua
do palco político das histórias de dor
da feiúra
da beleza nas máscaras da hipocrisia
theatre derevo, com once
quer tornar o toque possível
faz a gente se contorcer na cadeira
nos tira da instabilidade do plano perfeito
para que a gente possa com eles
tocar o intangível
e com esses maravilhosos russos
é possível
o que não existe interessa
interessa no sentido de integrar à existência
silenciadas histórias
da cena privada
da cena da rua
do palco político das histórias de dor
da feiúra
da beleza nas máscaras da hipocrisia
theatre derevo, com once
quer tornar o toque possível
faz a gente se contorcer na cadeira
nos tira da instabilidade do plano perfeito
para que a gente possa com eles
tocar o intangível
tocar a mão de quem vive com a gente todo dia
e a gente esquece
como se passássemos a ser cegos táteis
a sermos surdos em nossa capacidade de escutar a textura do dia
e a gente esquece
como se passássemos a ser cegos táteis
a sermos surdos em nossa capacidade de escutar a textura do dia
imenso, magnífico, simples
e intenso que o amanhecer anuncia
once é magia
once é o escracho
da decadência cristã:
o anjo torto
o anjo caído
coloca a gente para duvidar das próprias crenças
as coisas o
s fatos são e não são
nada é normal
e intenso que o amanhecer anuncia
once é magia
once é o escracho
da decadência cristã:
o anjo torto
o anjo caído
coloca a gente para duvidar das próprias crenças
as coisas o
nada é normal
nada é são
o olhar que não se toca engana
o toque que não cheira se encana
o ouvido que não critica se enquadra
as coisas acontecem no palco contemporâneo
das concomitâncias
o local desglobaliza o global
despotencializa o império
o subalterno tem voz
seu grito não é silencioso
seu grito é a fronteira entre o humano e o animal
a fronteira é tênue
tudo se rompe...
balbuciamos!!!
as caixas das pandoras se abrem dentro das caixas russas
que encaixam
quebram caixas
e reinventam toda a mobília
a paisagem
a memória dos gestos
o olhar que não se toca engana
o toque que não cheira se encana
o ouvido que não critica se enquadra
as coisas acontecem no palco contemporâneo
das concomitâncias
o local desglobaliza o global
despotencializa o império
o subalterno tem voz
seu grito não é silencioso
seu grito é a fronteira entre o humano e o animal
a fronteira é tênue
tudo se rompe...
balbuciamos!!!
as caixas das pandoras se abrem dentro das caixas russas
que encaixam
quebram caixas
e reinventam toda a mobília
a paisagem
a memória dos gestos
e das culturas
as pantomimas cintilam no olho do palhaço
as pantomimas cintilam no olho do palhaço
cano é cachimbo bengala paleta
registro de uma realidade múltipla
cometa é cavalo de prata
é deep purple no chuveiro do universo
theatre derevo,
obrigado por nos tirar do sério
e ridículo cotidiano das manchetes das carcomidas mídias brasileiras
registro de uma realidade múltipla
cometa é cavalo de prata
é deep purple no chuveiro do universo
theatre derevo,
obrigado por nos tirar do sério
e ridículo cotidiano das manchetes das carcomidas mídias brasileiras
theatre derevo,
mais dionísio menos apolíneo
a exuberância dos livres!
uma noite de espanto
fernando cisco zappa...
.
.
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Maravilhoso esse "ensaio" sobre o Derevo, Fernando.
ResponderExcluirCostumo dizer que faz-se necessário uma "pedagogia do sonhar" para ressignificação/transformação de nossos imediatismos. Suas escritas ensinam a sonhar, a insurgir, a manifestar o corpo e o espírito, sem dogmas e didatismos, no ballet exuberante dos livres!
Agradeço por adentrar no universo do teatro e do Derevo através de sua sensível leitura.
Forte abraço,
H.F.